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Natal: Não celebramos a data, celebramos o acontecimento.

Escrito por  Ronildo dos Anjos  |  Quarta, 09 Dezembro 2015 00:00 - Última modificação em Quarta, 09 Dezembro 2015 17:51
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A celebração do Natal em 25 de dezembro teve origem muito antes da oficialização da data no século 4º, como data simbólica do nascimento do Filho de Deus: O nascimento de Jesus foi celebrado desde sempre como veremos nos exemplos a seguir:

Os Pastores que representam o povo celebraram (Lc 1:8-12); Foi celebrado no mundo espiritual com os anjos louvando (Lc 1:12); Celebrado pelos astros, a estrela no oriente, isto é pelo universo (Mt 2:2); e pela elite, os magos do oriente (Mt 2:1). Se o problema referente a data não é de comum acordo entre todos os Teólogos e historiadores isso é o que menos importa. Não celebramos a data, celebramos um acontecimento; o nascimento de Cristo.

Alguns grupos proselitistas, especialmente os testemunhas de Jeová, afirmam que é proibido celebrar o Natal, porque nenhum dos quatro evangelhos especifica a data do nascimento de Jesus. Na verdade, não devemos negar uma festa a Jesus, só porque na época não existia cartório. O próprio episódio em si, já é uma festa; a alegria de ter nascido o nosso Rei e Salvador.


Segundo estudiosos, o Natal começou a ser celebrado no dia 25 de dezembro, pois, nesta data, o dia é mais longo e o sol dura mais tempo iluminando a terra. Como Jesus é “a luz do mundo” (João 9, 5) e “o sol que nasce do alto para iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte” (Lucas 1), considerou-se oportuno fazer a lembrança do nascimento de Jesus coincidir com a data na qual a presença do sol é mais longa com relação à terra.

De qualquer maneira, pesquisas recentes descobriram que o dia 25 de dezembro representa uma data histórica, como veremos a seguir.

Não é segredo nenhum a afirmação de que a data da celebração do Natal do Senhor foi introduzida na primeira metade do século IV pela Igreja de Roma por razões também ideológicas (para substituir a festa pagã do sol). Com isso mostramos que Jesus é maior que todas as coisas, e que ele deveria ser o centro de todas as comemorações neste dia.

No entanto, no âmbito cristão, remontando nove meses, teria sido determinada em 25 de março a celebração da anunciação do anjo a Maria. Por conseguinte, seis meses antes do Natal, teria sido colocada também a data do nascimento de João Batista.

Mas então o dia 25 de dezembro, data em que recordamos o nascimento de Jesus, é uma data histórica ou não?

Segundo as últimas pesquisas (cf. Tommaso Federici, “25 de dezembro, uma data histórica”), o dia 25 de dezembro, como dia em que Jesus nasceu, é uma data histórica.

Mas como se chegou a esta conclusão? Tendo como ponto de partida o anúncio do anjo a Zacarias. Mas em que data Zacarias exerceu seu ministério no templo? Sendo da classe de Abias, correspondiam-lhe os últimos dias de setembro, entre 20 e 30.

Portanto, 6 meses depois, Maria recebeu o anúncio do anjo (25 de março); meses depois, nasceu João Batista (24 de junho); 9 meses depois da anunciação a Maria (25 de março), nasceu Jesus (25 de dezembro).

Os dias 23 de setembro e 24 de junho para o anúncio e nascimento de João Batista, e o dia 25 de dezembro para a anunciação do Senhor e seu nascimento não foram datas arbitrárias nem copiadas de ideologias da época.

As igrejas haviam conservado memórias ininterruptas e, quando decidiram prestar-lhes homenagens nas celebrações litúrgicas, a única coisa que fizeram foi sancionar o uso imemorial da devoção popular.

Não encontramos tudo na Bíblia, isso seria impossível. Para isso existe a HISTÓRIA e a tradição da Igreja que os próprios Apóstolos pregaram:

A uns Ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo. (Efésios 4 :11-12)

A Igreja Católica tem preservado ao longo dos séculos  o chamado Depositum Fidei, ou seja o “Depósito da Fé” (1 Timóteo 2:5-7 e 2 Tm 1:14).Portanto, Bispos Apostólicos, como Clemente de Roma, Inácio de Antioquia e São Policarpo de Esmirna foram todos os sucessores dos Doze Apóstolos, escolhidos através da imposição das mãos (1 Tm 4:14).

Uma Igreja militante que é assistida pelo próprio Cristo, e que desde  sempre caminhou de mãos dadas com o Evangelho. As indiferenças e corrupções que existiram com alguns filhos pecadores da Igreja, não mancharam jamais a sua honra, pois a cabeça desta Santa Igreja é o Próprio Cristo. Esta sucessão é bíblica, “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. (Atos 20:28)”; “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja... o que ligares na terra será ligado no céu, o que desligares será desligado” (Mt 16(

Portando amados irmãos Celebremos com fé e amor esta festa do Natal, assim estamos revivendo a alegria de receber nosso SALVADOR.

 

 RONILDO DOS ANJOS

Referencias:

Igrejamilitante

www.catedralgo.com.br